Quem sou eu?

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Sou portador de necessidades especiais decorrente de uma alteração genética no sistema nervoso central, que afeta a coordenação motora, o equilíbrio e a fala. Minha doença leva à degeneração cerebelar. Não há cura e, com o passar do tempo, as dificuldades de locomoção e comunicação aumentam. Portanto uma doença degenerativa. Mas a alegria e a esperança caminham lado a lado comigo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A parte mais importante









"A parte mais importante...
e mais sábia da linguagem
que o mundo fala,
e que todas as pessoas da Terra,
são capazes de entender
em seus corações é o Amor,
uma coisa mais antiga que os homens,
e que no entanto,
ressurge sempre com a mesma força
onde quer que duas pessoas,
dois pares de olhos se cruzem.
Aí está a pura linguagem do mundo,
sem explicações,
porque o Universo
não precisa de explicações
para continuar seu caminho
no espaço sem fim.
Quando se mergulha
na linguagem Universal,
é fácil entender
que sempre existe no mundo
uma pessoa que espera a outra,
seja no meio de um deserto,
seja no meio das grandes cidades.
E quando estas pessoas se cruzam,
todo o passado e todo o futuro
perde qualquer importância,
e só existe aquele momento,
e aquela certeza incrível
de que todas as coisas debaixo do sol,
foram escritas pela mesma Mão.
A Mão que desperta o Amor,
e que faz uma alma gêmea
para cada pessoa que trabalha,
descansa e busca tesouros.
Porque sem isto
não haveria qualquer sentido
para os sonhos
da RAÇA HUMANA..."

PAULO COELHO


Abraços Solidarios
Duarte Antunes

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

AMAR É... PERDOAR











O amor é basicamente do coração,
mas todos nós temos tentado desviar-se
do coração, porque ele é lógico,
não é racional.

O coração não tem lógica,
mas tem sensibilidade, perceptividade.
E se a questão de escolha
entre a mente e o coração se levanta,
dê razão ao coração, porque a mente
é uma criação nossa e está sujeita a erros.

Se você ama uma pessoa, então você
não interfere na privacidade dela.
Você deixa intocada a privacidade dela.

A exigência básica do amor é:
"Eu aceito a outra pessoa como ela é".

O amor nunca tenta mudar a pessoa
em função da gente. Você não tenta moldar
a pessoa e deixá-la do seu jeito - o que tem
sido feito em todos os lugares do mundo...

Se você ama a pessoa, não existem condições.
Se você não ama, quem é você para impor condições?
O ciúme é algo feio que está por trás
desta coisa linda que é o amor.
Se apesar do ciúme o amor ainda permanece,
então você tem algo valioso em sua vida,
que vale a pena.

Por que ser possessivo?
A possessividade mostra simplesmente uma
coisa - que você não consegue confiar.
A confiança é certamente um valor
mais alto e importante no amor.
O amor é lindo quando acompanhado de confiança,
porque o amor não pode existir sem a confiança.

Estarem juntos é aprendizado enorme - em perdoar,
em esquecer,em compreender que o outro
é tão humano quanto você.

( OSHO )



Abraços Solidários
Duarte Antunes

sábado, 27 de outubro de 2007

O Semeador









A professora Angélica não era considerada uma pessoa equilibrada, em razão de suas esquisitices.

Os seus alunos da Escola de 1º grau, onde ensinava desde há muitos anos, tinham-na na conta de uma pessoa estranha.

Embora fosse excelente mestra, muitas vezes era surpreendida, quando nas suas viagens de ida-e-volta do lar à escola, com gestos e movimentos de mãos que não condiziam com a sua posição de educadora.

Dona Angélica residia numa cidadezinha e ensinava numa vila próxima.

Os dois lugares se comunicavam por meio da estrada-de-ferro.

Diariamente ela tomava o trem, sentando-se ao lado da janela, quando ia à aula e, quase sempre retornava para casa sentada no mesmo lugar.

As crianças faziam zombaria, criticavam-na, mas ela não sabia.

Mesmo alguns pais irresponsáveis, que se davam à maledicência, comentavam com certa falta de caridade:

- "É uma boa educadora, - diziam com malícia, para logo completarem, - porém completamente maluca."

E punham-se a rir, impiedosamente.

Os anos se passavam e a situação continuava a mesma.

Várias gerações receberam da bondosa e dedicada professora ensinamentos valiosos e abençoados.

Ela era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida.

Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devotamento quase maternal.

Certo dia em que viajava para a sua querida Escola, com diversas crianças na mesma classe do comboio, movimentando, de quando em quando, suas mãos, enquanto as crianças na parte de trás sorriam maliciosamente, Alberto, seu aluno de dez anos, que cursava a 4ª série, porque amava sua mestra, aproximou-se dela, sentou-se ao seu lado e, com ternura, perguntou-lhe:

- Professora, por que você insiste em continuar com essas atitudes loucas?

- O que deseja dizer, meu filho? - interrogou, surpresa a bondosa mestra.

- Ora, professora - continuou ele, - você fica dando adeuses para os animais, nos pastos, abanando as mãos... Isto não é loucura?

A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:

- Veja esta bolsa. Nota o que há aí dentro? - E apontou para a intimidade do objeto de couro forrado.

- Sim - respondeu Alberto.

- Sabe o que é? - Insistiu.

- Não, senhora.

- É pólen de flores, são sementes miúdas... Observe bem. Há quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada antes era feia, árida, desagradável.

Eu tive a idéia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela... Sei que cairão em terra amiga e acarinhadas pela primavera se transformarão em plantas a produzirem flores, dando cor à paisagem, criando alegria. Como sempre passo por aqui eu gostarei de que pelos meus caminhos haja sempre beleza a fim de agradar a todos que também transitarão por estes caminhos.

Calou-se por um pouco e depois disse:

- Alberto, meu filho. Na vida, todos somos semeadores. Há uns que semeiam flores e descobrem belezas, perfumes, frutos e outros que semeiam espinhos e se ferem nas pontas agudas. Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal. Felizes são aqueles que por onde passam deixam sementes de amor, de bondade, de flores... Nunca te esqueças disso, entendeste?

- Sim, professora. - Respondeu o aluno com emoção. - Eu também hei de semear flores... Muito obrigado!


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: O Semeador. Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues. LEAL.



[Patrocionador do Projecto Aprendendo a Viver]



Abraços Solidários e um óptimo final de Semana
Duarte Antunes